sábado, 27 de outubro de 2012


Biologia da Gemelaridade

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TERÇA-FEIRA, ABRIL 10, 2012

"Biologia da Gemelaridade" Por Carla Franchi Pinto

Várias teorias já foram sugeridas a fim de explicar os mecanismos determinantes da gemelaridade e para encontrar similaridades na origem de dizigóticos e monozigóticos (gêmeos idênticos e fraternos). 

Fatores ambientais como idade materna, paridade, grupo étnico, antecedentes reprodutivos, uso de anticoncepcionais, tratamento para indução da ovulação, gravidez pré-nupcial, classe social e estatura materna foram descritos como predisponentes à gemelaridade. Por outro lado, vários modelos de herança genética da predisposição à gemelaridade também já foram sugeridos.

Um par de gêmeos dizigóticos, gerados a partir de dois zigotos distintos, apresentarão a mesma similaridade de irmãos sucessivos possuindo, em média, 50% de seus genes em comum, podendo apresentar sexos iguais ou discordantes, de acordo com os espermatozóides que fecundaram os óvulos. Podem, inclusive, ter pais diferentes, se os ovócitos forem fecundados por espermatozóides de homens diferentes durante o período de ovulação.

Quando o embrião, por fatores ainda pouco conhecidos na espécie humana, sofre uma divisão irregular até o 15º dia da fecundação, dá origem a gêmeos monozigóticos que, devido à similaridade de seu patrimônio genético, são sempre do mesmo sexo. A frequência de nascimentos de gêmeos no Brasil parece estar estabilizada, pelo menos nos últimos 70 anos.

Porém, quando se observa apenas os dizigóticos, a incidência desses nascimentos vem caindo drasticamente desde 1925 na região Sul do Brasil, tendendo a uma queda menos acentuada de 1989 a 1993. Por outro lado, a incidência de monozigóticos está, desde 1970, em franca ascensão, após um período de declínio que durou até 1950. Esse aumento da incidência de monozigóticos, também observado na Europa, foi atribuído por muitos ao uso de anticoncepcionais orais.

Quando usados por muito tempo, os anticoncepcionais diminuiriam a motilidade tubária e afetariam o epitélio do oviduto, retardando o transporte do ovócito e do zigoto, bem como a implantação do embrião. O retardamento da implantação do embrião é bem estabelecido nos tatus; esses animais sempre geram uma poliembrionia de quatro gêmeos monozigóticos.

A detecção de fatores que predisponham à poliovulação parece mais fácil do que a dos responsáveis pela ocorrência de monozigóticos. O envelhecimento do zigoto ou do óvulo ainda dentro do folículo parece estar pelo menos em coelhos. Assim, quando o envelhecimento ovular, o atraso da ovulação e da fertilização interferem na qualidade do ovo ou ovócito, afetam a formação do embrião, causando a gemelaridade.

Tese de doutoramento sobre a “incidência, sazonalidade, razão de sexo e outros aspectos da biologia da gemelaridade”, da médica especialista em gemelologia Carla Franchi Pinto, resultou em um importante estudo sobre os nascimentos múltiplos. A tese foi orientada por Bernardo Beiguelman, pioneiro no estudo de gêmeos no país, que orientou a maioria dos trabalhos brasileiros publicados, inclusive internacionalmente, sobre a Biologia da Gemelaridade. 

Fonte: Revista CREMESP - 2003 / Foto Ilustrativa

sexta-feira, 26 de outubro de 2012


lidando com filhos gêmeos

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lidando com filhos gêmeos

Filhos gêmeos
Ter filhos gêmeos não costuma ser um plano efetivo do casal. A gravidez múltipla foge ao controle, mesmo quando há uma pré-disposição genética ou tratamentos para infertilidade. Futuras mamães até sonham com isso, enquanto outras ficam desesperadas só de pensar nessa possibilidade. Afinal, a estrutura e o planejamento familiar são completamente modificados com a vinda de gêmeos.
O espaço físico da casa é revisto, o orçamento doméstico redobrado e os planos profissionais deixam de ser prioridade.
Atualmente, pela facilidade do ultra-som, a mãe tem como saber desde o primeiro trimestre que está à espera de mais de um bebê. Passada a surpresa inicial, os pais têm um bom tempo para se reorganizar antes da chegada dos pequenos.
Do ponto de vista médico, a gestação múltipla requer alguns cuidados especiais, como um acompanhamento mais rigoroso da gestante e do desenvolvimento dos bebês.

Mais trabalho para todos

Com os novos bebês, o trabalho é redobrado para todos. Amamentar mais de um bebê exige da mamãe uma dose extra de disponibilidade e paciência. É perfeitamente possível amamentar mais de um, já que quanto mais eles mamam maior a produção de leite.

Dicas para mamães de gêmeos

O bom senso e o conforto da mamãe é o que mais importa. Aos poucos, vai ficando claro qual a melhor forma de fazer as coisas.
- Coloque os dois bebês ao seio e cante para eles enquanto mamam; - Amamente um de cada vez e aproveite para conversar com ele individualmente; - Amamente quem acordou primeiro.
Fonte: www.jnjbrasil.com.br
Filhos Gêmeos
Atualmente, pode-se detectar gémeos entre a oitava e décima semana de gravidez. Quando os pais são informados que vão ter filhos gémeos sentem-se alegres, mas simultaneamente bastante preocupados. Agora, tudo lhes parece pequeno: o quarto, a casa e o carro, e as despesas vão ser maiores, porque terão de comprar tudo a dobrar.
As inquietações são imensas. Será complicada a gravidez? O parto mais difícil? Como gerir as economias? É possível alimentar os dois ao mesmo tempo? Como devemos educá-los, será correcto tratá-los de forma idêntica, vesti-los de maneira igual? Aqui ficam alguns esclarecimentos psicopedagógicos.

É complicada a gravidez de gémeos?

A grávida de gémeos costuma dar à luz na 37ª semana, e até lá a gravidez pode desenrolar-se sem quaisquer complicações. Normalmente as náuseas são mais frequentes, e por esta razão aconselha-se a tomar o pequeno-almoço na cama, beber chás ou infusões e comer alimentos baixos em calorias. A alimentação deverá ser equilibrada e controlada, não há motivos para "comer por três". A barriga cresce a um ritmo muito rápido, aliás como na maioria dos casos.
O médico exige um maior rigor no controlo do peso. As grávidas de gémeos não devem engordar mais de 15 a 17 quilos, enquanto as grávidas de filho único não podem passar dos 11 quilos de aumento de peso. O cansaço e a limitação dos movimentos são outras queixas comuns em grávidas de gémeos. As dificuldades de respiração podem ser as principais responsáveis por esse facto, por isso, é fundamental que a grávida peça ajuda nos trabalhos mais pesados.

O parto de gémeos é mais difícil?

Os gémeos nascem normalmente três ou quatro semanas antes dos filhos únicos. Nascem mais leves, com cerca de 2.300 gramas, enquanto a média dos filhos únicos é de 3.360 gramas. O nascimento dos gémeos poderá desenrolar-se sem complicações graves.
Todas as mães ambicionam os primeiros momentos com os seus filhos e querem desfrutá-lo ao máximo, preferindo estar conscientes nesse momento. Parto normal, cesariana ou anestesia epidural, oiça a opinião do médico que seguiu a gravidez.

Mais despesas com o nascimento de filhos gémeos?

Ter filhos gémeos poderá assustar os pais devido às despesas, e com razão porque têm que comprar muitas coisas a dobrar. No entanto, aparecem no mercado carrinhos de bebé em segunda mão óptimos e existe sempre algum amigo que já não necessita do berço esquecido na arrecadação. Se tiver dificuldades, não se oponha e aproveite essas oportunidades.

Como é possível alimentar os dois ao mesmo tempo?

Os primeiros cuidados maternos poderão amedrontar os pais, um comportamento natural e comum. É importante para a mãe, ter alguém com quem falar, alguém que escute as suas inquietações e saiba ajudá-la a ultrapassá-las. O ideal seria uma amiga que também tivesse tido gémeos e pudesse dar o testemunho preciso desses tempos.
Quanto à amamentação, pode-se alimentar os gémeos em simultâneo, não há nada em contra, e a dedicação e o carinho maternal podem ser distribuídos pelos dois filhos. É um acontecimento único, com um peso importante no desenvolvimento psicológico das crianças e com o qual a mãe deve sentir-se orgulhosa e privilegiada.
O dia-a-dia pode ser difícil para a mãe nos primeiros meses. Peça auxílio ao pai ou a outra pessoa. Os choros de fome, de sono e os banhos podem ser complicados só para uma pessoa, porque enquanto se dá banho a um bebé o outro chora com fome, e é natural que a mãe não consiga responder sozinha.
O apoio é saudável e alivia as tensões e preocupações. É uma oportunidade para assistir a acontecimentos inesquecíveis das crianças; como o primeiro sorriso ou a primeira palavra.

Como devemos educá-los, será correcto tratá-los de forma idêntica, vesti-los de maneira igual?

A educação deverá ser diferenciada. As crianças têm comportamentos e personalidades diferentes, que exigem atitudes paternais distintas, como tal não se deve lidar com os gémeos como se eles fossem apenas um. São dois seres com motivações e pensamentos próprios, que devem ser respeitados pelos pais.
Quanto à forma de vestir dos gémeos, todos os especialistas consideram preferível, e quanto mais cedo melhor, vesti-los de modo diferente. As crianças precisam de desenvolver o seu próprio gosto e têm o direito de se diferenciarem dos outros. Ninguém gosta de ser confundido com outra pessoa, muito menos os gémeos.
É fundamental que os pais marquem desde o nascimento a diferença entre os gémeos. Os nomes bem distintos e as roupas diferentes podem ser uma mais valia na construção de uma identidade, de uma individualidade e da maneira de pensar e de agir autónoma dos gémeos.
Fonte: www.millenniumbcp.pt

Irmãos gêmeos

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Irmãos gêmeos 
Quando é bom incentivar as diferenças dos clones naturais

Ana Luisa Damasceno
18/11/03
Um a cada 90 nascimentos é de irmãos gêmeos. Idênticos ou não, o certo é que quem tem um gêmeo raramente está sozinho. Desde o útero até o dia-a-dia - em casa e na escola - os irmãos estão sempre juntos. Isso pode ser bom, mas também pode trazer problemas.
Quer saber mais curiosidades sobre gêmeos? Clique aqui!
Solidão existencial
A psicóloga Ana Stuart alerta: quem tem irmão gêmeo não sente solidão existencial. "Existem momentos em que você só pode contar com si mesmo. O gêmeo não tem isso, ele está sempre acompanhado de alguém". Isso pode ser bom, porque a criança aprende a confiar no outro e a buscar ajuda para os problemas. "Mas e quando o irmão está longe? Isso representa uma dificuldade muito grande para quem é gêmeo".
A comerciante Valéria Pires Granzinolli Matos viveu isso no ano passado. Suas filhas gêmeas, Laís e Luísa, de 5 anos, estudavam na mesma sala. Até que Laís foi sorteada para fazer uma avaliação do Ministério da Educação. Luísa se passou pela irmã e até assinou "Laís" na prova. A professora só descobriu porque a verdadeira Laís se entregou na hora de preencher a ficha: "eu não sabia se o nome da minha irmã era com 'z' ou com 's'. Então escrevi meu nome na lista". As meninas foram separadas e agora estudam em salas de aula diferentes.
Valéria conta que, mesmo muito parecidas, as filhas apresentam personalidades muito diferentes. "A Luísa é a líder. Ela age, quer tudo do seu jeito. Já a Laís é mais calma, e com doçura consegue o que quer".
Iguais sim, mas diferentes também
A mesma data de aniversário é a única coisa em comum entre os gêmeos Bruno e Júlia. Eles não são idênticos - nem no visual e muito menos na personalidade. "Eu não saberia dizer o que eles têm em comum", confessa a mãe, Mary Cristina Corrêa. "O Bruno é mais agitado, largado e faz amizades mais fácil. Já a Júlia é desconfiada, não se entrega facilmente. Ela também é muito vaidosa".
Os gêmeos de quatro anos concordam com a mãe. "Ele não parece comigo não", diz Júlia. Na hora de responder se gosta de ter um irmão com a mesma idade, a menina nem pensa muito e diz, rápido: "Gosto. É bom ter com quem brincar. Só não gosto quando ele mexe nas minhas coisas".
A psicóloga Ana Stuart explica que manter a identidade dos gêmeos é fundamental. "O pai deve evitar roupas iguais". Para a psicóloga, os pais têm um papel fundamental no processo. "Os gêmeos têm uma dependência muito grande um do outro. Cabe aos pais salientar as diferenças entre eles, mas sempre com elogios". Ana Stuart alerta que as comparações pejorativas são perigosas.
A comerciante Valéria diz que as suas filhas já estão nessa fase de construção de identidade. "Elas têm gostos diferentes, que se refletem na personalidade". Dentro de casa as duas se vestem de maneira diferente. "Luísa é mais vaidosa e Laís não dispensa um moletom". Mas quando o assunto é sair, a coisa muda de figura. "Por saber que chamam a atenção, elas fazem questão de se vestir igual", diz a mãe. A sessão de fotos é prova disso.
Veja mais dados sobre a biologia dos gêmeos. Clique aqui.
Especialistas dão as dicas de como desenvolver identidades separadas:
Cada criança deve ter a sua própria roupa, e não devem se vestir sempre iguais. Talvez isso não tão ruim quando eles são pequenos, mas com o tempo pode aumentar a confusão de muitas pessoas que convivem com os irmãos.
Os objetos devem ser identificados com os nomes e guardados em locais diferentes. Assim cada um vai saber onde estão as suas coisas, e diferenciar o que é seu do que é do irmão.
Cada um deve ter os seus próprios brinquedos. Se tudo for de ambos, fica difícil para os gêmeos pensarem em si mesmos como pessoas diferentes.
Sempre chamar cada criança pelo seu nome e nunca como "os gêmeos". É vital que na escola os professores e os colegas saibam diferenciar um do outro pela roupa, cor da mochila ou material escolar.
Nos aniversários, também aconselha-se a preparar duas tortas, cantar "feliz aniversário" duas vezes e dar dois presentes diferentes. Os convidados devem ser alertados também. Nada frusta mais um irmão gêmeo do que ter que dividir um presente de aniversário.
Mesmo sabendo que as crianças devem ter experiências separadas, às vezes é difícil planejar férias diferentes, por exemplo. Mas é possível que o pai saia para passear com um dos filhos enquanto o outro fica com a mãe. Além disso, os pais podem compartilhar momentos em separado com as crianças dentro de casa mesmo.
Da mesma forma é importante que a criança compartilhe momentos em separado com outros adultos e crianças. Isso se aplica, especialmente, quando um dos gêmeos é mais extrovertido que o outro.
Leia mais:
  • Curiosidades sobre gêmeos
  • Biologia dos gêmeos

  • pais de gemeos

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     Casal com filhos gêmeosCasal com filhos gêmeos
    O pai
    Outra coisa, o pai deve participar ativamente na vida diária dos bebês. Ele não pode se sentir fora do grupo. Algumas mães exageram na atenção que dão aos filhos e não permitem que o pai participe. Coordenam para que os bebês já tenham tomado banho, se alimentado e estejam dormindo quando o pai chega. Isso não é bom. Deixe que ele participe mais. Dê o banho depois que o pai chegar. É uma experiência positiva para aumentar o elo entre eles e você. Vocês são uma família. O pai pode estar cansado, depois de um dia de trabalho, mas encontrar seus filhos fará tudo valer à pena.
    As roupas
    O volume de roupas que gêmeos sujam é assustador. Tenha várias peças, para não depender da lavagem para poder utilizá-las. Enquanto estiver amamentando, o serviço será menor. Quando a adição de outros alimentos começarem a ser permitido, você terá muito mais trabalho. Então, os primeiros meses têm muitas vantagens. Aproveite.
    Quando as papinhas, sopas e frutas puderem ser consumidas, por eles, alguém vai ter que ajudá-la realmente.  Tanto para o preparo desses alimentos como na tarefa de alimentá-los. É necessário um tempo extra para isso. E a sujeira também aumenta, pois esses alimentos provavelmente sujarão as roupas dos bebês, algumas vezes. Por maior cuidado que você tenha.
    Para sair de casa, também é um pouco mais complicado. A sacola de bebê ficará mais cheia. Você pode ter uma para cada um ou uma única para os dois. Cadeirinha no carro e carrinho serão dois. Alimentos e fraldas, em duplicidade. Tudo vezes dois.
    E a alegria e felicidade, duplicada também.
    Tudo o que você faria para um único bebê, terá agora que fazer por dois ou mais.
    Nada que muito amor, compreensão, paciência e muita organização não tirem de letra.
    Agora, para ter mais dicas para sua vida, sua casa e sua família, veja mais sugestões clicando em:
    Mapa da Mina - Organize sua casa
    Construam em seus pensamentos, tudo de melhor que vocês desejam para sua casa e sua família. Depois é só ir atrás com a certeza que vocês conseguirão o que idealizaram, mesmo que seja aos poucos.

    sobre gemeos

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    Presente e trabalho dobrado.


    Casal com filhos gêmeos
    Filhos gêmeos: presente e trabalho dobrado. 
    Um casal quando descobre que vai ter gêmeos, sente um misto de medo e alegria.
    Medo, por que sabe que dá mais trabalho, evidentemente. E alegria, pois o filho que eles desejaram vem com companhia.
    Mas, como tudo na vida, nos adaptamos perfeitamente a uma situação como essa.
    Qual a melhor maneira de criar filhos gêmeos? 
    A mesma de criar um único filho, só que com um esforço físico redobrado. O ideal é ter a ajuda de uma babá. Tentar fazer essa tarefa sozinha é um desgaste desnecessário e que pode trazer mais perdas do que ganhos.
    Abrindo mão da babá
    Algumas mães preferem abrir mão de uma babá, pois consideram que devem elas mesmas cuidar de seu bebê. Só que no caso de gêmeos é humanamente impossível dar conta sozinha. Imagine os dois chorando ao mesmo tempo ou precisando de algum cuidado especial. E se acordam em horários alternados, você pode não ter tempo para fazer outras coisas. Apenas cuidar deles.
    E a vida não se resume só aos filhos. Existe o marido, a casa, você mesma e até sua carreira, se trabalha fora.
    Então, primeiro passo. Conte com alguém para te ajudar. Se não pode ter uma babá, tenha pelo menos uma empregada, que além de cuidar do serviço da casa, pode lhe auxiliar sempre que você precisar.
    Procure organizar o quarto dos bebês de forma que fique com tudo à mão. Assim, quando estiver com eles, você não precisará ficar indo e voltando para buscar coisas.
    Quando os dois estiverem dormindo, aproveite para retirar um pouco do seu leite e reservar para alguma mamada. Assim, quando estiver dando de mamar para um, no seio, outra pessoa pode estar amamentando o outro, com a mamadeira. Alterne sempre, para que os dois tenham a mesma quantidade de contato físico com a mãe.
    Mas, muitas vezes os dois irão mamar simultaneamente, um em cada seio. Peça para alguém lhe ajudar a acomodá-los em seus seios e curta essa experiência de amamentar dois filhos ao mesmo tempo.
    Conte com a ajuda dos avós. Eles vão adorar fazer parte do dia a dia dos bebês e ajudam como ninguém, além de serem totalmente confiáveis.
    A rotina diária é corrida. Você às vezes não tem tempo para se cuidar. Mas, não deixe isso acontecer. Seu marido espera continuar encontrando em casa a esposa que ele ama e admira. Não descuide de sua aparência. Nada justifica isso.
    Casal com filhos gêmeos
    Bebês dormem bastante, então aproveite algum desses momentos para dormir também. Assim, você não ficará tão exausta. Em outras dormidas, faça outras coisas como cuidar de você, da administração da casa e de sua vida social. Alimente-se bem e com calma. Fazer uma refeição com pressa é prejudicial à sua saúde. Responda telefonemas que não pôde atender e cuide de sua caixa postal, como e-mails.
    Agende suas idas ao pediatra, cabeleireiro e alguma compra que precise fazer.
    Com organização, você não altera muito sua rotina anterior. Não deixe de fazer as coisas que gosta. Saia com seu marido e amigos para ir ao teatro, restaurante e encontros sociais.
    Uma mãe feliz e satisfeita com sua vida pessoal é muito melhor do que uma que sente que a maternidade lhe roubou sua identidade anterior.
    Conforme eles vão crescendo, você começará a notar diferenças significativas em suas personalidades. Eles são gêmeos, mas dois seres humanos distintos com gostos, preferências e manias diferentes.
    Perceber essa individualidade é uma experiência fascinante.

    Gravidez de Gêmeos

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    Gravidez de Gêmeos

    A notícia de uma gravidez de gêmeos é uma fonte de alegrias e preocupações ao mesmo tempo. Raramente se trata de um fato planejado, o que causa muita susrpresa para o casal. A gravidez de gêmeos é um fator de características hereditárias, portanto, tem grandes chances de acontecer em famílias com esse antecedente.
    Carregar no ventre, gêmeostrigêmeos ou mais, obriga a mulher a consultar o médico com mais frequência, na medida em que sua condição implica em cuidados mais atentos e específicos.
    Se ao longo de uma gravidez normal (um feto) é inevitável a ocorrência de um conjunto de desconfortos, então numa gravidez de gêmeosestes desconfortos são sentidos em dobro.
    • Náuseas.

      gravidez de gêmeos tende a provocar fortes enjoos seguidos, normalmente, de vômitos, nos primeiros 3 meses . A solução é comer pouco, mas várias vezes ao dia e beber grande quantidade de líquidos.
    • Dores nas costas.

      A mulher grávida de gêmeos deve ter um especial cuidado com a postura e evitar carregar ou levantar coisas muito pesadas.
    • Cansaço.

      A grávida de gêmeos tem tendência para cansar-se mais facilmente; um aspecto que poderá ser agravado com a presença de níveis de anemia. O segredo é descansar o máximo possível e tomar suplementos de ácido fólico e ferro .
    • Indigestão.

      O estômago da grávida encontra-se comprimido contra o diafragma, o que lhe dificulta a digestão. Para evitar este tipo de mal-estar, a mulher deve fazer pequenas refeições , várias vezes ao dia.



    gemeos energia em dose dupla

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    Gêmeos: Energia em dose dupla

    Ao longo da infância, os impactos são nítidos: trabalho dobrado e ainda menos horas de sono, gastos duplicados com mensalidades escolares, brinquedos etc. Porém, além da óbvia multiplicação de esforços – e também de alegrias – de quem foi escolhida para padecer duplamente no paraíso, os efeitos de ter filhos gêmeos começam muito antes do que a matemática pode explicar.

    O modo como a gravidez se desenrola em uma gestação de gêmeos difere ligeiramente da que se refere a apenas um bebê. Algumas intercorrências podem ser mais frequentes, como enjoos e vômitos, aumento da pressão arterial, anemia materna é elevação do volume do líquido amniótico.

    Problemas mais delicados também podem ser diagnosticados. É o caso da síndrome de transfusão feto-fetal, que se manifesta na gravidez de gêmeos ligados por uma placenta única e cujos vasos apresentam comunicações anormais. A consequência é a distribuição desigual de sangue entre os fetos, onde um deles passa ser o doador e o outro, o receptor.

    "Esse desequilíbrio faz com que o feto doador cresça bem menos e tenha uma quantidade menor de líquido amniótico do que o outro. A complicação dessa síndrome não acomete diretamente a mãe, mas, sim, os fetos", explica a ginecologista e obstetra Tereza Fontes.

    Se não tratada, a síndrome aumenta drasticamente a chance de morte não só do feto doador (seja dentro do útero ou logo após o nascimento) mas também do receptor, pelo excesso de sangue que recebe.

    Para tratar, é bom ficar atenta no acompanhamento pré-natal. Mas a doença não é regra e, na maioria das vezes, o maior problema enfrentado por grávidas de gêmeos é somente um cansaço extremo, acompanhado de falta de ar, e a dificuldade de dormir em função do tamanho da barriga.

    "Em relação ao bebê, pode haver uma maior chance de eles nascerem prematuros e terem um peso menor, mesmo quando a gestação completa os nove meses. Por isso, a gestação de gemelares deve ser acompanhada com muito mais cautela", aconselha a Dra. Tereza.

    Não foi o que aconteceu com a contabilista Elizabeth Bello, que aos 30 anos teve filhos gêmeos: os meninos nasceram com 2,9 kg e 2,85 kg. A única coisa que ela reporta é uma intercorrência no início da gravidez e, no final, dificuldade para dormir. "Nos dois primeiros meses tive que ter um pouco de cuidado porque apresentei uma pequena perda de sangue, mas foi só. Depois, tudo foi absolutamente normal", conta.

    A única coisa que incomodou Elizabeth foi ter de lidar com sua nova circunferência. "Uma barriga enorme me impedia de dormir deitada no último mês. Ficava recostada", completa.

    Amamentação

    amamentação é outro momento em que a mulher sente as diferenças de ter gêmeos. É comum a reclamação da dificuldade de prover leite suficiente para dois ou mais nenéns, e muitas das novas mamães acabam recorrendo à complementação com leite em pó.

    Segundo a Dra. Tereza, a produção adequada de leite na amamentação pode, sim, acontecer e depende essencialmente do bom funcionamento da glândula mamária. "É fundamental que a mama tenha uma resposta normal aos estímulos dos hormônios placentários durante a gestação para que ocorram as transformações necessárias capazes de torná-la apta a produzir leite em quantidade e qualidade suficientes para alimentar os bebês. Esta produção também depende de uma nutrição adequada da mulher durante a gestação e no período de aleitamento", diz a especialista.

    Ela reconhece que, quanto maior o número de fetos, menor é a probabilidade de produzir leite em quantidade adequada, já que a gestação múltipla em humanos, diferentemente de outras espécies, é exceção. "O importante é que sempre se estimule o aleitamento materno independentemente da necessidade de complementação alimentar, visto que o leite materno transfere nutrientes e anticorpos insubstituíveis aos do leite artificial ou de outras espécies animais", enfatiza a médica.

    Isso ficou claro para Elizabeth nos primeiros anos de seus gêmeos. Em função de um problema de saúde que teve logo após o parto, ela ficou internada, e seus filhos, em casa. Por isso, demorou quase um mês para começar a amamentá-los. "Talvez por não serem logo amamentados, tiveram problemas digestivos e hérnia umbilical. Cada vez que choravam, o umbigo crescia e ficávamos apavorados. Corríamos logo para atender a criança. Com isso, se tornaram muito exigentes", conta.

    Passadas essas etapas, a única coisa com que a mulher tem de se preocupar é com o trabalho, que vem em dose dupla. "Durante o primeiro ano fiquei muito cansada e desesperada. Mas a verdade é que passou muito rápido, e, quando dei por mim, já estavam na escola", encerra a mãe de Benjamim e Jeremias, hoje com 25 anos.